Permissão para romantizar

Permissão para romantizar

A nossa forma de reagir está em nossa mão e onde colocamos o nosso foco, ganha nossa energia


 

Me disseram que o pessoal romantiza a gravidez. E eu entendo. Se eu tivesse noção do que sentiria ao ver meu filho nascer teria romantizado mais, e reclamado bem menos – a vida inteira, não só na gestação. Tenho observado a liberdade de crítica solta que temos tido e feito – e me permiti parar com isso. Tenho sido bem mais feliz sob a regra de ser alegre e de lembrar de quem e das vezes em que me fizeram feliz e se dedicaram a construir momentos de alegria para a minha vida. Isso tem o poder de aumentar nossa gratidão e, portanto nossa felicidade para viver. Depois da experiência desse nascimento, em auto-análise – vejo que perdi uma parte do meu tempo olhando o drama, não o romance – e que não ganhei nada com isso – nem experiência, nem aprendizados.

Entrei no Uber e fui papeando com o motorista. Orgulhoso mostrava fotos da filha bailarina, que desde nova já dança em palcos internacionais. Eu estava no início da gravidez, fui pedindo dicas de educação para filhos e acabei descobrindo que aquele homem estava casado há 26 anos, e que casou com 22: Que novo! – pensei. Adoro quando encontro gente assim: bem sucedida – imagina a quantidade de sabedoria de um casamento de longa data e desde cedo e uma filha bem instruída?! Isso que é um resultado daqueles.

Perguntei: e você é feliz em seu casamento? E qual é o segredo do sucesso? E ele disse: Quando eu acordo, me pergunto o que posso fazer para trazer alegria para a vida da minha esposa no dia de hoje, e ela se pergunta o  que pode fazer para trazer alegria para a minha vida. Passo meus dias construindo felicidade para ela, e ela faz o mesmo por mim. Esse é o nosso segredo e essa é a minha prioridade.

Se isso não é genial, não sei o que seria. Construir alegria para o outro e ter isso em reciprocidade é, certamente, uma missão de vida bem empregada. Sucesso para cada pessoa varia de sentido mas quem prioriza a família e faz escolhas com base em seus valores aumenta as chances de uma vida vivida em sua integridade. Essa pessoa “chega lá”.

Escutei todo tipo de conselho e fui alarmada sobre tudo o que poderia me acontecer na jornada de nove meses. Bem intencionados me falaram sobre coisas que não aconteceram – e que não acontecerão para a maioria. Quando eu pensei no caminho que se abria e nas mudanças iminentes, fui atrás de ajuda para pensar e para organizar minha consciência.

E fui lembrando que qualquer que fosse o caminho, e o quanto eu me perdesse nele – ainda assim eu teria em mim, uma consciência para onde retornar. Assim como vieram os alarmes, vieram as frases que se confirmaram: um filho é a melhor coisa do mundo, é o maior amor que existe, ganhamos força para realizar qualquer coisa e nos sentimos um milagre de Deus, com um milagre nos braços, sobra amor e admiração pelo outro quando se tem reciprocidade.

A nossa forma de reagir está em nossa mão e onde colocamos o nosso foco, ganha nossa energia. Tudo está bem, continuará bem e ficará ainda melhor quando a gente tiver coragem de voltar a colocar alegria no dia e a romantizar nas nossas escolhas. Romantizemos.

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Até mais people 🙂


 

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