Coluna Revista Versar: Sentido pra vida

Coluna Revista Versar: Sentido pra vida

Sentido pra vida

A depressão sempre me chamou a atenção. Não tenho certeza se já tive. Deprimida, sem dúvidas, já fiquei. Não me saí muito bem diante de algumas das surpresas da vida, e dormir bastante foi uma das minhas fugas. Seguia meu trabalho, conversava com os meus, mas dormir me atalhava o peso do dia. Hoje ainda tem horas que me superestimo — e acabo achando que dou conta de tudo, e ainda tem horas que não me acredito, como se a vida fosse uma equação muito difícil de resolver.

Nessa variação de crenças estou sempre aprendendo sobre mim e sobre quais são, de fato, as minhas capacidades e as minhas características. Das coisas que eu esperava antigamente, uma era pela supermotivação para fazer as coisas — como se a empolgação fosse sustentável diariamente. Quando eu ficava normal ou entristecida, me frustava — ao invés de entender que o buraco faz parte de algumas estradas. Mesmo sabendo disso, nem sempre me saio bem – mas me sinto no conforto de pertencer a uma maioria.

Mas semana retrasada tive uma conversa muito rica com uma pessoa que está em depressão. Disse que durante a internação foi vítima e testemunha de alguma insensibilidade — que o médico disse que era “natural” que ela estivesse mal porque está desempregada — procurando dar nome e razão para a angústia que ela sente – que sempre, na depressão, é inominável. A angústia e o vazio desse quadro não tem origem única, nem diagnóstico comum. É um afastamento da identidade e uma perda real pela graça nas coisas.

 

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